Seis soft skills essenciais do mundo corporativo para desenvolver no dia a dia

O verdadeiro diferencial de um colaborador é a capacidade de transformar por meio de inteligência emocional, empatia e adaptabilidade

Para muitos especialistas, estamos vivendo o início da quarta revolução industrial (ou indústria 4.0), que prevê relevantes transformações na forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em um mundo onde as relações humanas estão cedendo espaço para a inteligência artificial e o conhecimento técnico se torna cada vez mais padronizado, o diferencial pode estar nas soft skills do profissional. Elas são competências humanas, habilidades como comunicação, pensamento estratégico, adaptabilidade e resiliência são algumas das mais citadas e requeridas nas empresas de todos os tipos e setores.

“O desenvolvimento de soft skills ainda representa uma grande oportunidade para ser explorada por organizações de todos os tamanhos. Não apenas pelo simples fato das habilidades socioemocionais serem tão importantes quanto bons conhecimentos técnicos, mas também pela possibilidade de aperfeiçoamento de competências específicas e de acordo com a estratégia e objetivos de cada organização”, explica Rodrigo Ladeira, diretor de marketing da rede de franquias Super Cérebro.

Com o objetivo de preencher essa lacuna de formação de profissionais, surge o Super Cérebro Empresas, programa de capacitação empresarial, com treze módulos para serem aplicados in-loco nas empresas interessadas, por um especialista capacitado e certificado. Se aplicado por completo, a capacitação chega a ter cerca de 120h, mas algumas dicas podem ajudar os profissionais e líderes a desenvolverem algumas das principais soft skills requeridas atualmente. Confira:

1- Liderança por Propósito – Um dos pontos mais importantes para quem quer ser líder é questionar as motivações para esse desejo ou aspiração e qual o propósito em liderar pessoas: é para ensinar, para desenvolver um projeto, é pelo salário ou para desenvolver pessoas e equipes? As respostas desses questionamentos apontam o legado que o profissional quer deixar. Além disso, um líder também precisa saber ouvir e ser humilde, reconhecer que pode ensinar bastante, mas que sempre existirá algo novo para se aprender, e nesse ponto entra a importância de se conectar com as pessoas com quem trabalha.

2 – Cooperação e Trabalho em Equipe – No mundo corporativo, o trabalho em equipe requer menos competitividade e mais colaboração para que todos possam alcançar um objetivo em comum, seja de um departamento ou da empresa como um todo. O importante é perceber que cada colaborador tem seu papel e que todos são importantes. Para isso, também é importante “estar disponível” e ajudar a equipe a crescer, colaborar com os outros mesmo em dúvidas pequenas, independentemente da grande quantidade de trabalho. A cooperação é pensar no todo e não individualmente, ter a empatia de se colocar no lugar do outro e ter o altruísmo e disponibilidade para compreender as necessidades dos outros e apoiá-los na solução de problemas.   

3 – Comunicação Interpessoal –Essa competência vai além da comunicação verbal. Para se comunicar efetivamente é preciso entender a necessidade do outro e apresentar a sua própria necessidade, exercitando a empatia. Mesmo pessoas tímidas podem se comunicar com eficiência, inclusive são capazes de desenvolver melhor a habilidade de observação e análise, enquanto a barreira da comunicação verbal e exposição pode ser vencida com o enfrentamento de pequenos desafios diários, como colocar suas próprias ideias e necessidades em uma reunião.

4 – Criatividade e Curiosidade – Criatividade é uma competência intrínseca a liberdade de realizar, se expressar, questionar e buscar novas possibilidades continuamente. Também é importante perder o medo de errar e arriscar na experimentação e espontaneidade. Nesse mesmo quesito entra a empatia novamente, para que seja possível pensar como o outro e exercitar o não julgamento, já que esse limita a possibilidade de criação e novidades.

5 – Pensamento Estratégico Conhecimento e investigação são as palavras-chaves do pensamento estratégico. Essa competência pode ser desenvolvida por meio de perguntas, pesquisa, busca por informações, quanto mais se questiona um assunto, mais será possível explorar a ideia e a situação em que está envolvida. Precisa ter uma visão sistêmica do processo: o que veio antes, o que está acontecendo e tentar prever o que virá depois. Só assim será possível enxergar as possibilidades e tomar a decisão mais assertiva.

6 – Fácil Adaptação e Flexibilidade – A dica básica é estar sempre aberto ao novo e entender que o mundo não vai parar de mudar, assim, ser um agente de mudança é requisito fundamental para todos os profissionais. Para isso é necessário eliminar de vez o “não posso”. Com o mundo sempre incerto, o profissional precisa de intuição para avaliar os riscos e arriscar nas mudanças. Agilidade e proatividade também são componentes importantes para a flexibilização e adaptabilidade.

No mundo corporativo, adaptabilidade e flexibilidade influenciam todas as outras competências. “O colaborador precisa estar aberto a mudanças para ser o protagonista quando a incerteza chega. Também é a adaptação que leva as empresas e os colaboradores a se autodesenvolverem para sempre estarem a par das novidades e ajudarem a conquistar um objetivo comum, independentemente do cenário atual”, completa Vanessa Lima, coordenadora pedagógica do Grupo Super Cérebro.

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