Material Socioemocional do Grupo Super Cérebro chega para enriquecer a grade escolar em 2021

Conversamos com Renata Aguilar, autora do material, sobre o retorno das aulas e seus impactos para as crianças

Após meses de isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19, algumas creches e escolas da rede privada e pública de ensino retornaram parcialmente suas atividades nas últimas semanas. Entretanto, não se pode esperar que os alunos retornem às escolas da mesma maneira como saíram. É o que explica Renata Aguilar, professora e neuropsicopedagoga colaboradora do Super Cérebro, autora da coleção de apostilas Socioemocional do Grupo. “Eles estão muito fragilizados emocionalmente. Temos crianças com quadro depressivo devido às dificuldades que passaram em casa”, conta ela, que explica que tais dificuldades vão desde a angústia causada pelo distanciamento dos amigos, até a dor pela perda de entes queridos pela Covid-19.  

Pensando nesse contexto, é interessante entender que, embora a tecnologia tenha possibilitado o ensino remoto, ela não supriu a necessidade de socialização e interação que a escola fornece. Neste aspecto, o material Socioemocional pode ajudar no retorno às aulas. Renata é autora das apostilas do Super Cérebro, pautadas na BNCC, e buscou trazer para o Ensino Fundamental questões pertinentes da atualidade, como fake news, ciberbullying e respeito ao diferente. Nas apostilas do Ensino Médio, trouxe atividades de liderança com foco em projeto de vida, mirando no futuro profissional. Assim, essas apostilas semestrais chegarão às escolas em 2021, consolidadas como as mais atuais do segmento, contemplando as turmas da Educação Infantil até o Ensino Médio.

Renata relembra que é no ambiente escolar que as habilidades sociais são desenvolvidas, como independência, altruísmo, liderança, solução de problemas, pensamento crítico e tomada de decisões. Logo, as perdas de interação e socialização dos alunos durante o isolamento social pode ser um fator preocupante. A professora também observou que a escola precisa se atentar para não os sobrecarregar com deveres em excesso, pois a prioridade do momento não é pensar no prejuízo pedagógico, mas sim no emocional dos alunos. “Neste material, prezei por qualidade ao invés de quantidade. Montei atividades onde eles possam expressar suas emoções, sejam elas positivas ou negativas, e depois se autoavaliarem no final”, explica.

2020: perdas e ganhos na educação e no convívio familiar 

Para Renata, há dois perfis bem distintos de organização familiar. Tais configurações podem gerar perdas e ganhos para as crianças e adolescentes do futuro. O primeiro perfil, de longe o mais alarmante, se refere às famílias que costumam fazer tudo pelos filhos. Além de ajudá-los a se alimentar e a se vestir, esses pais também passaram a fazer as atividades escolares para os filhos, mascarando um possível deficit no aprendizado. “O antigo bilhete na agenda, dizendo que o filho não fez o dever porque teve dor de barriga, foi substituído por uma mensagem alegando que o Wi-Fi não está funcionando”, brinca a professora. Ao crescerem, essas crianças podem se tornar adultos incapazes de se manter em um emprego, tomar decisões, escolher uma universidade e entender os próprios sentimentos.

Já o segundo perfil se refere àqueles que, devido ao isolamento, aumentaram a participação na vida escolar dos filhos. Esses pais se viram no papel de professores, acompanhando as aulas digitais e verificando se as tarefas foram feitas. “Essa família teve um ganho fantástico”, explica Renata. “Dispor de meia hora por dia para estudar, brincar ou assistir TV com seu filho é muito benéfico e possibilita grande ganho emocional e cognitivo”.

Visto o inegável papel da família para a organização emocional das crianças, a professora sugere que todos considerem o que aconteceu em 2020 e façam uma transformação das suas emoções, amadurecendo-as. Para Renata, o ano foi e está sendo muito difícil para as crianças, pais e professores, que também não estavam preparados para enfrentar estes desafios. “Mas se você não estiver com suas emoções equilibradas, suas crianças se fragilizarão ainda mais”, conclui, aproveitando para citar Charles Darwin, em sua Teoria da Evolução: “Não são os mais fortes que sobrevivem, mas sim os que se adaptam às mudanças”.

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